Acerola
Fruto (drupa) pequeno, globoso e com três lobos definidos, semelhante a uma cereja, com coloração vermelha intensa na maturidade. Possui polpa carnosa, suculenta, e sabor ácido e levemente doce. É mundialmente famosa por ser a maior fonte natural de Vitamina C (ácido ascórbico) conhecida, superando a laranja em dezenas de vezes.
Nome da planta
Aceroleira
Família
Malpighiaceae
Nome científico
Sobre o fruto
A acerola é o fruto da aceroleira (Malpighia emarginata), um arbusto ou pequena árvore nativa da América Central e do Norte da América do Sul. O fruto é botanicamente uma drupa, com uma polpa fina que envolve três sementes. Seu status de superfruta deve-se à concentração média de Vitamina C (ácido ascórbico) que pode atingir até $4.500$ mg por 100 g de polpa, dependendo da cultivar e do estágio de maturação (Embrapa, 2020). A concentração de Vitamina C é maior no fruto verde e diminui com o amadurecimento. Embora seja consumida fresca, é amplamente industrializada em sucos, polpas e suplementos vitamínicos.
Folhas
As folhas da aceroleira, além da fotossíntese, são usadas na medicina popular. Estudos fitoterápicos indicam que as folhas são ricas em compostos fenólicos e flavonoides, possuindo atividade antioxidante e anti-inflamatória, e o extrato tem sido pesquisado por seu potencial hipoglicemiante (auxílio na redução de açúcar no sangue). A folhagem densa e perene fornece uma boa cobertura, sendo a planta frequentemente usada em paisagismo e como cerca viva.
Caule
O caule e os ramos desenvolvem-se de forma compacta, conferindo grande resistência ao vento e facilitando colheitas repetidas ao longo do ano.
A arquitetura arbustiva favorece a produção contínua de brotações jovens, essenciais para frutificação, já que a aceroleira produz frutos principalmente em ramos novos.
A poda anual é frequentemente utilizada para renovar a copa, controlar o porte e melhorar a entrada de luz.
Raízes
O sistema radicular pivotante e profundo da aceroleira confere-lhe rusticidade e adaptabilidade a condições adversas, como solos de baixa fertilidade e longos períodos de estiagem, características comuns de seu ambiente nativo. Essa característica minimiza a necessidade de irrigação constante em plantios estabelecidos, tornando o cultivo mais resistente em regiões semiáridas. No entanto, a aceroleira é sensível ao ataque de nematóides no solo, o que exige seleção cuidadosa de porta-enxertos ou cultivares resistentes em áreas endêmicas.
Sementes
Cada pirênio apresenta estrutura lignificada que protege fortemente o embrião contra danos físicos e desidratação.
A quebra da dormência pode ser facilitada por escarificação mecânica ou tratamentos com água quente.
Cultivos comerciais utilizam tanto a propagação por sementes quanto por estacas, embora o uso de sementes gere maior variabilidade genética entre plantas.
Flores
O mecanismo de polinização da acerola é altamente especializado e depende exclusivamente de abelhas do gênero Centris ou outras abelhas coletoras de óleo. Em vez de néctar, as flores produzem um óleo nutritivo em glândulas chamadas elaióforos, que servem como recompensa para esses polinizadores. A polinização cruzada é essencial, e em pomares comerciais, a falta dessas abelhas pode resultar em baixa frutificação, sendo necessário o manejo ou introdução de colmeias. A floração e a frutificação são contínuas em climas tropicais, permitindo múltiplas colheitas anuais.