Amêndoa
O fruto é uma drupa, semelhante a um pêssego verde e seco, com casca externa (exocarpo) aveludada e coriácea. A parte comestível não é a polpa, mas sim a semente (a amêndoa), que está dentro do caroço lenhoso (endocarpo) que se abre na maturidade. A amêndoa é rica em gorduras monoinsaturadas, Vitamina E, Magnésio e proteínas.
Nome da planta
Amendoeira
Família
Rosaceae
Nome científico
Sobre o fruto
A amêndoa (*Prunus dulcis*) é a semente de uma **drupa**, uma árvore nativa do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
A parte carnosa e externa do fruto (semelhante ao pêssego) não é consumida e se abre naturalmente quando o fruto amadurece, expondo o caroço com a semente.
A amêndoa doce (*P. dulcis*) é comestível, enquanto a amêndoa amarga contém **amigdalina**, que se decompõe em **cianeto** (tóxica) e é usada apenas para extração de óleos aromáticos, sob controle.
A amêndoa é a oleaginosa com maior teor de **Vitamina E** (tocoferóis), um potente antioxidante lipossolúvel.
Folhas
As folhas caducifólias da amendoeira indicam que ela requer um período de frio (dormência) para produzir satisfatoriamente.
As folhas são ricas em fitoquímicos e taninos. Seu extrato, assim como o da casca da amêndoa (pericarpo), é estudado por suas propriedades anti-inflamatórias.
A emissão precoce das folhas e flores na primavera torna a cultura vulnerável a geadas tardias, um fator de risco na produção.
Caule
O caule da amendoeira apresenta madeira densa e resistente, bem adaptada a regiões de inverno frio e verões secos.
Os ramos frutificam principalmente em estruturas chamadas **braquiblastos**, que produzem botões florais em grande quantidade.
A poda é essencial para controlar a abertura da copa, melhorar ventilação e estimular a formação de ramos produtivos.
Raízes
A alta resistência à seca da amendoeira, proporcionada pela raiz **pivotante** profunda, é crucial para o seu cultivo nas principais regiões produtoras, onde a água é escassa.
O manejo da irrigação é vital, pois a água influencia a produtividade, mas o solo deve ser arejado para evitar a asfixia radicular, à qual a amendoeira é sensível.
A propagação da amendoeira é feita majoritariamente por enxertia em porta-enxertos resistentes a doenças e nematóides.
Sementes
A semente apresenta alto teor de óleo (40–55%), proteínas e compostos bioativos.
As amêndoas amargas contêm glicosídeos cianogênicos, especialmente amigdalina, sendo inadequadas para consumo direto.
A germinação ocorre após períodos de estratificação fria, pois a semente apresenta dormência fisiológica moderada.
A produção comercial utiliza enxertia sobre porta-enxertos vigorosos para garantir uniformidade e tolerância a solo e clima.
Flores
A floração precoce e a dependência de **polinização cruzada** por abelhas fazem da amêndoa uma cultura única.
Milhões de colmeias são transportadas anualmente para os pomares de amêndoas, pois a **autopolinização** é insuficiente para uma produção comercial viável.
O sucesso da floração determina a safra; a ausência de abelhas ou condições climáticas ruins durante este curto período podem levar à perda total da produção.