Ameixa da Mata
Fruto (baga) pequeno, globoso, de 1 a 2,5 cm de diâmetro, surgindo em pequenos cachos. A casca (epicarpo) é fina, lisa, de cor vermelho-escura a roxo-escura, quase preta, quando madura. A polpa é suculenta, de cor amarela a avermelhada, contendo de 4 a 10 sementes pequenas e achatadas.
Nome da planta
Ameixeira-da-Mata
Família
Salicaceae
Nome científico
Sobre o fruto
A Ameixa-da-Mata é nativa de uma vasta região da África e Ásia Tropical (incluindo Madagascar e Índia). O fruto é consumido in natura e utilizado na produção de geleias, xaropes e vinhos. A adstringência do fruto imaturo deve-se à presença de taninos, que se decompõem durante o amadurecimento.
O sabor é agridoce, variando de adstringente (quando não totalmente maduro) a doce suave, com um toque ácido agradável. É rico em Vitamina C, ferro e taninos.
Folhas
As folhas são utilizadas em algumas regiões como forragem para gado e na medicina tradicional para tratar diarreia e disenteria. A presença de espinhos nos ramos (em plantas jovens ou em variedades específicas) é uma característica de defesa da planta.
Caule
A madeira do tronco e dos galhos é dura e pesada, apesar do porte reduzido da planta. É utilizada em alguns locais para lenha e mourões. O tronco contém compostos fenólicos e taninos na casca, que são estudados pela medicina tradicional e acadêmica por suas propriedades anti-inflamatórias e adstringentes. A presença de espinhos no caule é uma característica morfológica distintiva da espécie, que atua como proteção contra herbivoria. O sistema radicular é profundo, o que confere à planta alta resistência à seca.
Raízes
O sistema radicular resistente e profundo faz com que a ameixeira-da-mata seja utilizada no controle de erosão e na recuperação de solos degradados em regiões tropicais e subtropicais. A planta é extremamente adaptável.
Sementes
A semente (X. americana) é altamente valorizada por sua composição oleaginosa. O óleo extraído da semente é rico em ácidos graxos insaturados, especialmente o ácido ximênico (um ácido oleico atípico de cadeia longa), além dos ácidos oleico e linoleico. Este óleo é estudado por suas propriedades emolientes e é utilizado na indústria cosmética. A semente é a principal via de propagação sexuada, embora a dormência possa ser um fator limitante, exigindo estudos sobre escarificação para otimizar a taxa de germinação.
Flores
Devido à natureza dioica, o plantio de ambas as plantas (masculinas e femininas) é necessário para a produção de frutos. A floração é breve e ocorre após o período de seca, antes do surgimento das novas folhas.